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Strong Suffolk: O preciosismo dos detalhes.

Strong Suffolk: O preciosismo dos detalhes.

 

 

A primeira vez que apreciei a Strong Suffolk Vintage Ale eu a considerei uma cerveja estranha. Acostumada às cerejas do estilo Porter, que são as cervejas de excelência inglesas, a Strong Suffolk me deu um misto de sensações que eu não esperava, até porque embora ache as cervejas inglesas gostosas, considero-as muito previsíveis dentro de seu estilo. E caí do cavalo!

 

Produzida pela cervejaria Greene King/Morland Brewery, oficialmente seu estilo é o Vintage Ale (ou Old Ale) e segundo palavras do fabricante, “perpetua a tradição monástica de misturar o novo e o maduro para criar um gosto vigoroso de caráter forte”. Como assim? Bem, a Strong é um Blend de dois tipos de cerveja distintos: a BPA, que é um tipo de cerveja “jovem”, ou seja, de pouca maturação, e uma envelhecida chamada de Old 5x, que tem teor alcoólico bastante alto (cerca de 12%) e envelhecida em barris de madeira (carvalho), que ficam cobertos por terra (a Suffolk) no sótão da cervejaria por um período entre 1 a 5 anos. A cerveja jovem é uma Amber Ale, misturada pouco antes do engarrafamento. E depois de engarrafada, ela então é armazenada pelo período mínimo de 2 anos. Então, embora sinta-se predominantemente as características da cerveja mais antiga, a jovem consegue dar um equilíbrio à mistura que torna sua degustação uma experiência interessante, pela diferente mistura entre doce e amargo, inclusive diminuindo o teor alcoólico final que é de 6%.

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Cerveja, uma bebida democrática – Por @Lubecharat

Cerveja, uma bebida democrática.

 

A cerveja é uma bebida abençoada, em todos os sentidos. Enquanto a fama do vinho se deve à associação dele com as festas do deus Baco, cercada de luxúria e libertinagem, a cerveja possui em sua trajetória um histórico de fabricação por religiosos, e de consumo por pessoas humildes em tempos de crise.
Simples na fórmula. Complexa nos estilos. Diversificada como cada país onde tem grandes cervejarias, esta bebida assimila em si o reflexo de quem a produz, e do povo que a consome. Bebida para inverno e verão, para ser bebida durante o almoço ou no final da noite, gelada ou em temperatura ambiente (sim! em alguns países a cerveja é bebida na temperatura ambiente, que geralmente é bem baixa), pelo rico e pelo pobre, é uma bebida democrática, que tem muito mais admiradores do que detratores.
Geralmente é a primeira bebida alcoólica que o adolescente tem contato, e geralmente de forma muito democrática e social: os amigos saem juntos para uma festa e dividem o valor de uma garrafa num boteco; as festinhas de adolescentes servem cerveja, mesmo que de forma regrada. Sempre presente nas festas e comemorações, se faz igualmente presente nos momentos de dor, como um fracasso amoroso ou um emprego perdido. De fato, bebendo ou não, querendo ou não, a cerveja está sempre presente em nossa vida, quer você aprecie e consuma, ou quer você apenas acompanhe quem a consuma.
Quanto a mim, sou carioca, 40 anos, Bióloga e longe de ser considerada “zitóloga”, “cervejeira artesanal”, ou qualquer denominação do tipo. Prefiro me considerar “Bebedora Artesanal” com um pouquinho de experiência, que se constrói a cada nova cerveja apreciada, e a cada harmonização testada. Ainda tenho muito a provar (Graças ao bom Deus!),  mas muito já foi experimentado. E são essas experimentações que me trarão aqui, toda semana, para compartilhar minhas percepções e o que conheço com vocês.

 

Sobre Luciana Beracharat
Sua excelência, A CERVEJA, é o nosso assunto. E também tudo ligado a ela. Para leigos e iniciantes, falaremos sobre seus estilos, sobre suas diferenças, como pedir, o que observar, com o quê comer. Para os “nem tão leigos assim”, faremos considerações pessoais sobre degustações, e onde apreciar, em vários estados do Brasil.
E para todos, sempre que possível, faremos alguns sorteios de copos, bolachas, e é claro, cervejas!
Seja bem vindo! Fique a vontade, aproveite e pegue um copo, porque aqui a conversa é na mesa do bar!
Um Abraço,
Luciana Becharat.
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